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Alguns links para sites com listagens exaustivas e/ou críticas a livros publicados em Portugal para crianças:

- leitura@gulbenkian ( inclui Braille e audio)
- Dobras de leitura
- Casa da leitura (Gulbenkian)
- Lengalengas (blog inactivo)


Editoras:
- Kalandraka (página galega)
- Gailivro
-Planeta Tangerina
-Bruaà

Clássicos não incluídos na minha anterior lista de livros infantis:
- A Nau Catrineta , Almeida Garret
- A maior flor do mundo, José Saramago (versão filme no youtube)
- o Menino Nicolau , Rene Goscinny


À partida não me parece que a escolha recaia sobre nenhum escritor que não seja activista (do que quer que seja). Isso excluí a quase totalidade dos norte-americanos (Roth, DeLillo, Pynchon, Auster, Oates...), excepto Marge Piercy e Maya Angelou.
As minhas apostas vão para :

Amos Oz
Salman Rushdie
Ismail Kadare
Bei Dao
Assia Djebar
Gitta Sereny
James Ngugi
Chinua Achebe
Mahasweta Devi
Maya Angelou

Tendo em conta a idade dos autores acima (o comité Nobel tem tendência para agraciar escritores já com os pés para a cova), podemos excluir:
Bei Dao
Salman Rushdie
Amos Oz
James Ngugi

O mesmo critério permite apontar como favoritos:
Maya Angelou (80 anos)
Gitta Sereny (87 anos)
Mahasweta Devi (82 anos)
Chinua Achebe (78 anos)

É sempre possível que os critérios geográfico, actualidade politica e social e sexo do autor tenham peso. De qualquer forma a minha shortlist lá de cima só contém autores premiados, consagrados e com uma vasta e importante obra. Para além disso têm peso e influência/impacto social e/ou político. Dar-me-ia imenso prazer se ganhasse qualquer um dos "velhinhos" da última lista.






Cultured Pearls are produced by putting impurities inside oysters. The oyster then secretes layers of Nacre to involve the impurity, thus producing a pearl. This mass production system creates perfectly round pearls. Although patented by Japanese researchers this method to produced oysters was actually developed by the English marine biologist, William Saville-Kent, while living in Tasmania at the end of the XIX century. Nevertheless, Saville-Kent, a fellow of the Linnean Society of London and an important researcher in fisheries and corals at the time was not the most notable member of his family. William had 13 siblings (3 were actually half-siblings) - 2 of these became quite famous, one for been murdered and the other for been the murder.

William was the brother of the infamous Constance Kent, the confessed murder of Francis Kent, their 3 year old brother. Francis was found dead with several stabs and a slashed neck. Constance at the time a 16 year old, confessed the crime. The nature of the crime caused mass hysteria among public at the time and great interest in journalists. Later there was much speculation that her confession was false. But Constance never denied it and she lived 100 years (Constance passed away in 1944).
She was sentenced to life in prison, but was released when she was 41 after spending 20 years in jail. She was included in the list of Jack the Ripper suspects. Constance then changed her name to Ruth Kaye and went to Tasmania to live with her brother William. She lived happily there for the rest of her life, working as a nurse ( It is unknown if she murdered any patients in her free time!).

The crime known as "Road Hill House Murder" is the subject of Kate Summerscale´s book "The suspicions of Mr. Whicher", winner of this year's Samuel Johnson Prize for non-fiction announced yesterday. The case inspired other good books. Among them No Name by Wilkie Collins where the secret behind Constance confession is revealed (but will it be true? or was the father the murder?), the 1861 The Great Crime of 1860 by Joseph Stapleton and others.



At the time accused persons could not talk in court. Constance Kent was convicted based on a written confession. But Constance's confession was not written by her, instead it was written by Rev. Wagner. Rev. Wagner was the responsible clergyman in charge of "St. Mary´s Home for female penitents", a place were unmarried mothers and prostitutes were lock up at the time. Constance family sent her there after the murder. Rev. Wagner claimed to have obtained the confession after a series of interviews with her (whatever "interviews" mean we do not know). In court he denied to give any further details based on the seal of sacramental confession. Because of that questions were raised both at the Houses of Parliament and the Lords and a long battle about whether in a criminal proceeding a clergyman "was or not privileged so as to decline to answer a question on the ground that his answer would reveal something that he had known in confession". This was followed by attacks to nuns by citizens believing Constance was not guilty.

The least interesting thing in all this contorted plot is to find the truth. It is valuable for what it is- a mystery story with severe social implications. It has been narrated again and again and different versions and accounts can be read even online and today. It was the speculative subject of books and movies. No wonder the current owners of the murder house have people knocking at the door every day.



Constance shared with William the taste for playing with pebbles. While he feed it to Oysters, she glue them to panels. She is one of the authors of the astonishing mosaics in St. Peter's church, Portland; the Chapel of the Bishop of Chichester; the Sanctuary of East Grinstead Church and St Paul's Church in London.





Os únicos bolos que não engordam vêm em papel:

Fabrico Próprio - Um livro com uma recolha exaustiva dos bolos portugueses que se podem encontrar em qualquer pastelaria da esquina. Acima (imagem gentilmente roubada ao site dos autores do livro) vários exemplares de um dos meus favoritos, o Alsaciano, cada vez mais dificil de encontrar em detrimento do corriqueiro e minorca pastel de nata.

Um trabalho de louvar que vem preencher uma lacuna gastronómico-sociológica lusa. É certo que o livrinho não tem os agradáveis preços de uma edição da Taschen, nem vem com amostras, mas é reconfortante poder olhar para uma bola com creme ou para um já raro bába se estivermos fora do país, basta levar o livro.

Vou ali comer uma bola de Berlim e já volto...




Capas de várias edições de "The Master and Margarita" em várias línguas.



The Master and Margarita é a obra prima de Mikhail Bulgakov. Escrito entre 1928 e 1940 esteve proibido na URSS durante décadas. O autor manteve-o escondido mais de 20 anos e chegou a queimar o manuscrito. Só foi publicado cerca de 20 anos depois de o autor morrer, em 1967. Existem várias versões e várias traduções da obra.

A história principal centra-se na visita do diabo a Moscovo durante a semana santa. O diabo e o seu séquito, que inclui um grande gato preto, aterrorizam os habitantes da cidade fazendo magia negra. Em paralelo decorre a história do Mestre e de Margarita, os personagens que dão titulo à obra. Margarita é ajudada pelo diabo a reunir-se de novo com o seu amado, o mestre. O mestre é assim chamado porque escreveu uma obra-prima que não consegue publicar e que a certa altura queima. Tal como aconteceu com o próprio Bulgakov e com este livro. Uma terceira história, o livro escrito pelo mestre, narra o julgamento de cristo e a sua crucificação. A personagem principal desta parte é Pilatos e a narração baseia-se nas escrituras.

Globalmente o livro é uma sátira encapotada ao regime soviético da época - à corrupção, ao controle da informação, à burocracia...



Georges Perec (1936-1982) escreveu aquele que é provavelmente o maior palíndromo do mundo com 1247 palavras e cerca de 7600 caracteres. Aqui o temos:






"Trace l'inégal palindrome. Neige. Bagatelle, dira Hercule. Le brut repentir,


cet écrit né Perec. L'arc lu pèse trop, lis à vice-versa.


Perte. Cerise d'une vérité banale, le Malstrom, Alep, mort édulcoré, crêpe


porté de ce désir brisé d'un iota. Livre si aboli, tes sacres ont éreinté, cor


cruel, nos albatros. Etre las, autel bâti, miette vice-versa du jeu que fit,


nacré, médical, le sélénite relaps, ellipsoïdal.


Ivre il bat, la turbine bat, l'isolé me ravale: le verre si obéi du Pernod --


eh, port su ! -- obsédante sonate teintée d'ivresse.


Ce rêve se mit -- peste ! -- à blaguer. Beh ! L'art sec n'a si peu qu'algèbre


s'élabore de l'or évalué. Idiome étiré, hésite, bâtard replié, l'os nu. Si, à


la gêne sècrete-- verbe nul à l'instar de cinq occis--, rets amincis, drailles


inégales, il, avatar espacé, caresse ce noir Belzebuth, ô il offensé, tire !


L'écho fit (à désert): Salut, sang, robe et été.


Fièvres.


Adam, rauque; il écrit: Abrupt ogre, eh, cercueil, l'avenir tu, effilé, genial


à la rue (murmure sud eu ne tire vaseline séparée; l'épeire gelée rode: Hep,


mortel ?) lia ta balafre native.


Litige. Regagner (et ne m'...).


Ressac. Il frémit, se sape, na ! Eh, cavale! Timide, il nia ce sursaut.


Hasard repu, tel, le magicien à morte me lit. Un ignare le rapsode, lacs ému,


mixa, mêla:


Hep, Oceano Nox, ô, béchamel azur ! Éjaculer ! Topaze !


Le cèdre, malabar faible, Arsinoë le macule, mante ivre, glauque, pis, l'air


atone (sic). Art sournois: si, médicinale, l'autre glace (Melba ?) l'un ?


N'alertai ni pollen (retêter: gercé, repu, denté...) ni tobacco.


Tu, désir, brio rimé, eh, prolixe nécrophore, tu ferres l'avenir velu, ocre,


cromant-né ?


Rage, l'ara. Veuglaire. Sedan, tes elzévirs t'obsèdent. Romain ? Exact. Et


Nemrod selle ses Samson !


Et nier téocalli ?


Cave canem (car ce nu trop minois -- rembuscade d'éruptives à babil --


admonesta, fil accru, Têtebleu ! qu'Ariane évitât net.


Attention, ébénier factice, ressorti du réel. Ci-git. Alpaga, gnôme, le héros


se lamente, trompé, chocolat: ce laid totem, ord, nil aplati, rituel biscornu;


ce sacré bédeau (quel bât ce Jésus!). Palace piégé, Torpédo drue si à fellah


tôt ne peut ni le Big à ruer bezef.


L'eugéniste en rut consuma d'art son épi d'éolienne ici rot (eh... rut ?).


Toi, d'idem gin, élèvera, élu, bifocal, l'ithos et notre pathos à la hauteur


de sec salamalec ?


Élucider. Ion éclaté: Elle ? Tenu. Etna but (item mal famé), degré vide,


julep: macédoine d'axiomes, sac semé d'École, véniel, ah, le verbe enivré (ne


sucer ni arreter, eh ça jamais !) lu n'abolira le hasard ?


Nu, ottoman à écho, l'art su, oh, tara zéro, belle Deborah, ô, sacre ! Pute,


vertubleu, qualité si vertu à la part tarifé (décalitres ?) et nul n'a lu trop


s'il séria de ce basilic Iseut.


Il à prié bonzes, Samaritain, Tora, vilains monstres (idolâtre DNA en sus)


rêvés, évaporés:


Arbalète (bètes) en noce du Tell ivre-mort, émeri tu: O, trapu à elfe, il lie


l'os, il lia jérémiade lucide. Petard! Rate ta reinette, bigleur cruel, non à


ce lot ! Si, farcis-toi dito le coeur !


Lied à monstre velu, ange ni bête, sec à pseudo délire: Tsarine (sellée, là),


Cid, Arétin, abruti de Ninive, Déjanire. . .


Le Phenix, eve de sables, écarté, ne peut égarer racines radiales en mana:


l'Oubli, fétiche en argile.


Foudre.


Prix: Ile de la Gorgone en roc, et, ô, Licorne écartelée,


Sirène, rumb à bannir à ma (Red n'osa) niére de mimosa:


Paysage d'Ourcq ocre sous ive d'écale;


Volcan. Roc: tarot célé du Père.


Livres.


Silène bavard, replié sur sa nullité (nu à je) belge: ipséité banale. L' (eh,


ça !) hydromel à ri, psaltérion. Errée Lorelei...


Fi ! Marmelade déviré d'Aladine. D'or, Noël: crèche (l'an ici taverne gelée


dès bol...) à santon givré, fi !, culé de l'âne vairon.


Lapalisse élu, gnoses sans orgueil (écru, sale, sec). Saluts: angiome. T'es si


crâneur !


. . .


Rue. Narcisse ! Témoignas-tu ! l'ascèse, là, sur ce lieu gros, nasses


ongulées...


S'il a pal, noria vénale de Lucifer, vignot nasal (obsédée, le genre


vaticinal), eh, Cercle, on rode, nid à la dérive, Dèdale (M. . . !) ramifié ?


Le rôle erre, noir, et la spirale mord, y hache l'élan abêti: Espiègle


(béjaune) Till: un as rusé.


Il perdra. Va bene.


Lis, servile repu d'électorat, cornac, Lovelace. De visu, oser ?


Coq cru, ô, Degas, y'a pas, ô mime, de rein à sonder: à marin nabab, murène


risée.


Le trace en roc, ilote cornéen.


O, grog, ale d'elixir perdu, ô, feligrane! Eh, cité, fil bu !


ô ! l'anamnèse, lai d'arsenic, arrérage tué, pénétra ce sel-base de Vexin. Eh,


pèlerin à (Je: devin inédit) urbanité radicale (elle s'en ira...), stérile,


dodu.


Espaces (été biné ? gnaule ?) verts.


Nomade, il rue, ocelot. Idiot-sic rafistolé: canon ! Leur cruel gibet te


niera, têtard raté, pédicule d'aimé rejailli.


Soleil lie, fléau, partout ire (Métro, Mer, Ville...) tu déconnes. Été: bètel


à brasero. Pavese versus Neandertal ! O, diserts noms ni à Livarot ni à Tir !


Amassez.


N'obéir.


Pali, tu es ici: lis abécédaires, lis portulan: l'un te sert-il ? à ce défi


rattrapa l'autre ? Vise-t-il auquel but rêvé tu perças ?


Oh, arobe d'ellébore, Zarathoustra! L'ohcéan à mot (Toundra ? Sahel ?) à ri:


Lob à nul si à ma jachère, terrain récusé, nervi, née brève l'haleine véloce


de mes casse-moix à (Déni, ô !) décampé.


Lu, je diverge de ma flamme titubante: une telle (étal, ce noir édicule cela


mal) ascèse drue tua, ha, l'As.


Oh, taper ! Tontes ! Oh, tillac, ô, fibule à reve l'Énigme (d'idiot tu)


rhétoricienne.


Il, Oedipe, Nostradamus nocturne et, si né Guelfe, zébreur à Gibelin tué


(pentothal ?), le faiseur d'ode protège.


Ipéca...: lapsus.


Eject à bleu qu'aède berça sec. Un roc si bleu ! Tir. ital.: palindrome tôt


dialectal. Oc ? Oh, cep mort et né, mal essoré, hélé. Mon gag aplati gicle.


Érudit rossérecit, ça freine, benoit, net.


Ta tentative en air auquel bète, turc, califat se (nom d'Ali-Baba !) sévit,


pure de -- d'ac ? -- submersion importune, crac, menace, vacilla,


co-étreinte...


Nos masses, elles dorment ? Etc... Axé ni à mort-né des bots. Rivez ! Les Etna


de Serial-Guevara l'égarent. N'amorcer coulevrine.


Valser. Refuter.


Oh, porc en exil (Orphée), miroir brisé du toc cabotin et né du Perec: Regret


éternel. L'opiniâtre. L'annu- lable.


Mec, Alger tua l'élan ici démission. Ru ostracisé, notarial, si peu qu'Alger,


Viet-Nam (élu caméléon !), Israël, Biafra, bal à merde: celez, apôtre Luc à


Jéruzalem, ah ce boxon! On à écopé, ha, le maximum


Escale d'os, pare le rang inutile. Métromane ici gamelle, tu perdras. Ah, tu


as rusé! Cain! Lied imité la vache (à ne pas estimer) (flic assermenté,


rengagé) régit.


Il évita, nerf à la bataille trompé.


Hé, dorée, l'Égérie pelée rape, sénile, sa vérité nue du sérum: rumeur à la


laine, gel, if, feutrine, val, lieu-créche, ergot, pur, Bâtir ce lieu


qu'Armada serve: if étété, éborgnas-tu l'astre sédatif ?


Oh, célérités ! Nef ! Folie ! Oh, tubez ! Le brio ne cessera, ce cap sera ta


valise; l'âge: ni sel-liard (sic) ni master-(sic)-coq, ni cédrats, ni la lune


brève. Tercé, sénégalais, un soleil perdra ta bétise héritée (Moi-Dieu, la


vérole!)


Déroba le serbe glauque, pis, ancestral, hébreu (Galba et Septime-Sévère).


Cesser, vidé et nié. Tetanos. Etna dès boustrophédon répudié. Boiser. Révèle


l'avare mélo, s'il t'a béni, brutal tablier vil. Adios. Pilles, pale rétine,


le sel, l'acide mercanti. Feu que Judas rêve, civette imitable, tu as alerté,


sort à blason, leur croc. Et nier et n'oser. Casse-t-il, ô, baiser vil ? à


toi, nu désir brisé, décédé, trope percé, roc lu. Détrompe la. Morts: l'Ame,


l'Élan abêti, revenu. Désire ce trépas rêvé: Ci va ! S'il porte, sépulcral, ce


repentir, cet écrit ne perturbe le lucre: Haridelle, ta gabegie ne mord ni la


plage ni l'écart."






A Propósito de uma conversa aqui ao lado no "As ruínas circulares" de João Pedro da Costa incluo abaixo um excerto da tradução inglesa de "La disparition" de Georges Perec, intitulado "A void" e traduzido por Gilbert Adair.
"Noon rings out. A wasp, making an ominous sound, a sound akin to a klaxon or a tocsin, flits about. Augustus, who has had a bad night, sits up blinking and purblind. Oh what was that word (is his thought) that ran through my brain all night, that idiotic word that, hard as I'd try to pun it down, was always just an inch or two out of my grasp - fowl or foul or Vow or Voyal? - a word which, by association, brought into play an incongruous mass and magma of nouns, idioms, slogans and sayings, a confusing, amorphous outpouring which I sought in vain to control or turn off but which wound around my mind a whirlwind of a cord, a whiplash of a cord, a cord that would split again and again, would knit again and again, of words without communication or any possibility of combination, words without pronunciation, signification or transcription but out of which, notwithstanding, was brought forth a flux, a continuous, compact and lucid flow: an intuition, a vacillating frisson of illumination as if caught in a flash of lightning or in a mist abruptly rising to unshroud an obvious sign - but a sign, alas, that would last an instant only to vanish for good."






A cavalo de ferro (ou será O cavalo de ferro?) surgiu há pouco tempo e já dá cartas no mercado português. É uma editora dedicada aos autores do norte e leste da Europa, mas também edita autores de outras paragens. Apostaram num grafismo excelente e numa qualidade de papel e encadernação também excelentes. São tão bonitos que dá vontade de os comprar todos!


Os vários livros deles que li tinham traduções irrepreensíveis e preços justos.




Dentre o que li destaco: Wladimir Kaminer – “Militaermusik


O autor é um russo de 34 anos que emigrou para Berlim. Militaermusik é sobre a sua vida na Rússia antes de emigrar. Corrosivo e hilariante, apresenta uma boa imagem do que se passou durante o desmembramento da união soviética escrito na 1ª pessoa.


Este livro é definitivamente muito bom para curar depressões. Foi talvez o melhor livro que li este ano. Um livro bom que ainda por cima nos faz rir.




Só espero que a cavalo de ferro traduza mais livros deste autor.


imagem indisponivel



Irreverentes, absurdos, sádicos, hilariantes e ainda bem.
Os 2 acima - "O rapaz que chutava porcos" de Tom Baker e "A morte melancólica do rapaz-ostra" de Tim Burton (sim, o realizador!) - juntamente com o "Os coelhinhos suicidas", de Andy Riley já referido num post anterior formam uma trilogia de boa disposição. Qualquer deles existe em versão portuguesa com boa tradução. O do Tim Burton tem ilustrações magníficas do próprio e uma bela encadernação, o papel e a capa são fabulosos e têm verdadeiro cheiro a papel. Os 2 acima costumam estar na secção infanto-juvenil das livrarias, vá-se lá saber porquê. São livros que não aconselho nada como prenda de Natal para crianças. Vão ter pesadelos para o resto da vida... Enfim talvez para os filhos do nosso chefe!